Por Tatiana Rabelo • 24 julho de 2026 – Fortaleza, CE – Brasil
3 min de leitura
Na segunda-feira, dia 20 de julho, iniciamos o nosso semestre letivo com uma aula magna sobre esta linda ordem dada por Jesus: fazer discípulos.
O palestrante, dentre outros títulos, é Mestre em Teologia, autor de um novo livro sobre essa temática, o Pastor Hilquias Benício, que reafirmou a importância do fortalecimento da cultura do discipulado, especialmente nas Igrejas Assembleias de Deus.
Segundo o palestrante, todos nós que cremos em Jesus, vivemos um duplo discipulado, no qual, verticalmente aprendemos com Deus e, horizontalmente, uns com os outros.
Iniciando por um breve relato histórico, chegamos ao conhecimento da tríade do discipulado, composta pelo Mestre, o discipulador, que é aquele que chama o indivíduo para conhecer e crer em Deus; pelo Discípulo, que responde a este convite com obediência e fé; e pelo próprio chamado, que é o meio condutor pelo qual o discipulado pode ser desenvolvido, fortalecendo-se pela fé em Cristo. Como diz C. S. Lewis, em seu livro Os quatro amores, “o maior não existe sem o menor”. Então, para haver discipulador, é preciso haver um discípulo convertido a Cristo, respondendo com fé e obediência ao chamado.
O professor admite que assim como o termo “Trindade” não está expresso na Bíblia, mas é uma realidade absoluta e concreta para Cristãos, o termo “discipulado” também não aparece de forma textual, porém sua realidade é igualmente evidente. O termo substantivado tenta conter a expectativa de sua ação constante em fazer discípulos.
Sendo assim, precisamos conhecer as abordagens existentes do discipulado ao longo dos anos e o seu movimento até chegar à Igreja Cristã atual, afinal, fomos bastante influenciados por alguns movimentos que trataram o discipulado desde a sua forma objetiva, considerando o ensino bíblico como suficiente até a sua forma subjetiva, na qual se prioriza o relacionamento e a transformação da vida do discípulo.
Para o palestrante, a melhor abordagem para o discipulado é a sua visão familiar tridimensional, na qual há o ensino fundamental a toda a congregação, como também em grupos de estudo, e quando necessário, é feito um discipulado individual, sempre considerando a Igreja como a verdadeira família da fé, afinal, o próprio Cristo, em Mateus 12.46-50, considera os seus discípulos obedientes como a sua família.
Em todas as esferas de relacionamento e abordagem, deve haver prioridade no relacionamento entre as pessoas, além de muito cuidado para não se envolver em muitos eventos que tomam o tempo e as forças do discipulador e do discípulo, para que a igreja cresça em amor e conhecimento, para que vidas sejam transformadas, sem fugir ao propósito fundamental do Reino que é evangelizar e fazer discípulos.
Para aprofundar o estudo sobre as características do verdadeiro discipulado bíblico, sua essência, significado, forma e efeito, leia o livro A cultura do discipulado nas Assembleias de Deus, do Mestre e Pastor Hilquias Benício e assista a todo o conteúdo da palestra em:
https://www.youtube.com/live/kT_QIciCtBQ?is=Koui7OykOxIZudDw
Tatiana Rabelo Vieira, aluna do curso de bacharelado em Teologia na FCTP e gestora do Blog.
COMPARTILHAR ESTA POSTAGEM