Por Joelma Veríssimo • 29 maio de 2026 – Fortaleza, CE – Brasil
3 min de leitura
Há um princípio que atravessa toda a história do povo de Deus: antes de qualquer grande movimento, há sempre um altar levantado. Antes da conquista, Josué orou. Antes do Pentecostes, a igreja perseverou no cenáculo. Antes da colheita, alguém regou a terra com lágrimas. A intercessão não é um protocolo religioso; é o reconhecimento humilde de que, sem Deus, nada podemos fazer.
Quando iniciamos a campanha de oração que antecedeu a Conferência Pentecostes, não estávamos cumprindo agenda. Estávamos declarando uma verdade: nenhuma estrutura, planejamento ou esforço humano substitui a presença do Espírito Santo. Podemos organizar eventos, reunir os melhores palestrantes e planejar cada detalhe, mas somente Deus pode transformar vidas, restaurar corações e produzir frutos eternos.
A intercessão nos posiciona corretamente. Ela nos tira do centro e coloca Deus de volta ao trono. Quando oramos, estamos dizendo: “Senhor, sem Ti, isso é impossível. Mas contigo, tudo se transforma”. É nesse lugar de dependência que o sobrenatural acontece. Não é por acaso que os grandes avivamentos da história foram precedidos por períodos de oração, jejuns e busca intensa pela presença de Deus. O céu responde quando a igreja se coloca em unidade e clamor diante do Senhor.

E aqui está o que precisa nos inquietar: por que oramos? Oramos para impressionar? Para cumprir um cronograma espiritual? Ou oramos porque sabemos, no fundo da alma, que sem Deus não há vida, não há unção, não há fruto? A motivação da nossa intercessão revela a maturidade da nossa fé. Quando oramos movidos por necessidade genuína e não por obrigação religiosa, algo muda. Corações são preparados, vidas são tocadas antes mesmo do evento começar. “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor.” Zacarias 4:6. A verdadeira intercessão nasce de um coração sincero e sedento pela vontade do Senhor.
A Conferência Pentecostes começa muito antes da abertura oficial do evento. Ela começa na primeira oração, nos joelhos dobrados, e nos corações quebrantados diante de Deus. Cada oração levantada prepara o ambiente espiritual para aquilo que o Senhor deseja realizar.
A intercessão é o ministério invisível que sustenta o visível.
E por isso, o clamor continua. O Movimento de Oração que iniciamos para a Conferência Pentecostes não será o fim, mas o começo de uma jornada de intercessão que se estenderá até o simpósio de junho e além. Não deixaremos o altar esfriar. Continuaremos intercedendo, dia após dia, mantendo acesa a chama que foi acendida. Porque a verdade é esta: o que não nasce na oração, morre no esforço humano.
Que esta Conferência Pentecostes seja marcada não apenas pelo que acontecerá no púlpito, mas principalmente pela manifestação da presença de Deus entre o Seu povo. E que a intercessão continue sendo o fundamento da obra do Senhor em nossos dias. Porque quando oramos, não estamos apenas falando com Deus, estamos abrindo caminho para Ele agir.
Joelma Maria Ferreira Veríssimo é graduanda em Teologia pela Faculdade Cidade Teológica Pentecostal e graduada em Administração pela UNOPAR. Atua como professora da Escola Bíblica Dominical na AD Cidade e exerce o ministério como ministra da Palavra de Deus.
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